Restaurante em São João del-Rei é investigado por trabalho escravo

O restaurante Real Grill, às margens da BR-265, em são João del-Rei, está incluso nos resultados de uma investigação do Ministério do Trabalho e da Polícia Federal sobre trabalho escravo. Segundo matéria publicada no site The Intercept, o restaurante fraudava as relações trabalhistas e mantinha funcionários com a maior parte dos salários retida.

Para realizar a fraude, os funcionários eram registrados como sócios da empresa, com cota de 2% cada, enquanto um laranja da igreja controlava 60% do capital. Mas, apesar de serem sócios, eles seguiam uma rotina de empregados – eram garçonetes ou caixas, e tinham a maior parte do seu salário retido.

Segundo a investigação, além dos funcionários do restaurante, 565 pessoas eram mantidas em regime análogo à escravidão em 27 casas comunitárias espelhadas pelo país. Essas pessoas eram membros da igreja evangélica Comunidade Cristã Traduzindo o Verbo, que tem uma das sedes na cidade de São Vicente de Minas.

Investigação

As conclusões são resultado de uma investigação apresentada na última quinta-feira pelo Ministério do Trabalho em conjunto com a Polícia Federal, que já havia prendido 13 suspeitos em fevereiro. Este é o maior caso de trabalho escravo flagrado no Brasil nos últimos dez anos, desde que 1.064 trabalhadores foram resgatados de uma fazenda de cana no interior do Pará, em 2007. Ao contrário daquele caso, as pessoas cooptadas pela igreja não estavam em um único local, mas espalhadas em pelos menos 17 cidades de três estados diferentes: Bahia, Minas Gerais e São Paulo.

Veja a matéria completa publicada no site The Intercept: A IGREJA DOS 565 “IRMÃOS”: INVESTIGADO PELA 3ª VEZ, PASTOR É ESPÉCIE DE SENHOR DE ESCRAVOS EM SÉRIE

 

Foto: EBC

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